Depois do primeiro embate entre José Sócrates e Pedro Santana Lopes na Assembleia da República, fica a sensação que Luís Filipe Menezes jogou uma cartada (que alguns epitetarão "de mestre") quando chancelou a candidatura de PSL a líder da bancada parlamentar do PSD. Se não foi, então ainda é "mais pior" (é assim que se diz pior que pior?...).
Se por um lado a sua vitória remete para segundo plano a ala Mendista do partido que, apanhada desprevenida, fará agora uma travessia sabática e de cura lenta de feridas profundas, por outro lado, ao oferecer a PSL o protagonismo do púlpito parlamentar, mais não fez que colocar o General sem medo à frente das tropas que ele mesmo recrutou, consciente que o "prémio" que lhe entregava mais não era que um presente envenenado.
De facto, colocar o General menos temido da história recente, coleccionador de batalhas mal perdidas (mal por terem sido perdidas com inabilidade), à frente de um exército pouco oleado, acomodado e pouco prestável, para combater um outro, que tem do seu lado a força dos números e das estatísticas comparativas, é como cicuta a conta gotas.
E foi o que se viu. PSL sofreu, logo ao primeiro embate, uma pesada derrota pessoal (política não foi porque de política não se falou...). Levou pancada e encolheu os ombros, como quem está habituado a levar. Resignou-se com a sua estória. Mas vai "andar por aí" mais quinze dias e depois volta, com gravata nova e camisa branca sem nódoas de sangue, pronto para mais uma sovadela. E será assim, de derrota em derrota, até ao descrédito total.
Ainda que não seja de todo surpreendente este cenário (já se esperava algo deste género), incomoda presenciar esta falta de amor próprio e a falta de sentido de Estado deste partido que será de novo, obviamente, Poder.
Incomoda porque descredibiliza ainda mais aquilo em que já poucos acreditam.
LFM tem no topo da sua agenda os seguintes trabalhos: varrer, queimar em redor, e semear de novo. Só que assim não tem colheita em 2009, porque as novas sementes só então estarão a germinar...
Depois queixem-se que não são levados a sério.
domingo, 11 de novembro de 2007
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