Dado que me encontro fisicamente longe de Portugal, e portanto mais afastado do quotidiano português, tenho tido alguma dificuldade em contribuir de uma forma substancial para este blog.
A forma que encontrei para minimizar esta falha é efectuar alguns comentários sobre o que leio nas edições on-line dos jornais portugueses de referência.
Hoje, não vou comentar, mas sim recomendar a leitura da entrevista do Público a António Borges. É uma entervista longa, separada em seis blocos - Política Nacional, Crise Financeira, PSD, Manuel Pinho, Ensino, e BCP/CGD. A entrevista encontra-se disponível aqui.
Ao contrário do que normalmente se faz na comunicação social, apresento de seguida não algumas opiniões expressas mas sim algumas das perguntas efectuadas. Parece-me uma maneira mais adequada de suscitar a curiosidade e evita a perda de contexto das opiniões. Aqui vai:
"Que comentário faz à descida do IVA?"
"O Governo deveria antes estimular pequenos projectos que permitissem reanimar o sector das PME que é a base da nossa economia?"
"Concorda então com a forma como o BCE está a responder a esta crise?"
"Como avalia o papel da oposição em relação ao Governo?"
"Qual o contributo que estaria disponível para a dar ao PSD?"
"É verdade que, pelo facto de trabalhar na Goldman Sachs, o Governo, por indicação do ministro da Economia, Manuel Pinho, penalizou o banco em Portugal?"
"Como vê os problemas do BCP que escaparam aos supervisores de forma atempada?"
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1 comentário:
Caro João, novidades daí de fora são sempre bem recebidas. Vai escrevendo! :)
Quanto à entrevista, pareceu-me bastante interessante. Bem abrangente em vários temas que marcam a actualidade noticiosa no nosso país. Com bastantes opiniões para nos ajudar a reflectir sobre esses temas.
Gostava de salientar uma frase desta entrevista que me pareceu interessante por ser exemplificativa da situação actual do nosso país:
"Não faz sentido ter as melhores auto-estradas da Europa, como temos indiscutivelmente, e depois os tribunais não funcionarem e continuarem a viver no século XIX, pela forma e metodologia com que trabalham."
Quem diz tribunais, pode referir também grande parte das instituições públicas. Quem diz estradas, pode referir também projectos megalómanos de aeroportos e TGV.
Abraço
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