segunda-feira, 14 de abril de 2008

É fácil imaginar

Tentemos imaginar a seguinte situação:
  • Imaginemos uma empresa localizada numa região qualquer de um país imaginário, republicano e democrático;
  • Imaginemos uma visita do mais alto chefe de estado desse país a essa empresa no decorrer de uma visita oficial;
  • Imaginemos um gerente dessa empresa responsável por receber o chefe de estado;
  • Imaginemos agora que esse gerente se recusa publicamente a receber o chefe de estado dentro da sede dessa empresa por dizer qualquer coisa parecida com: "Acho que o bando de loucos que trabalha na sede da empresa daria uma péssima imagem da empresa. Ver aquele tipo fascista, o «Manuel», ou o «tipo do sindicato», seria péssimo. Acho que isso teria repercussões negativas no mercado da empresa e na própria qualidade do ambiente. Eu cá não apresento aquela gente a ninguém!";
Não é muito difícil imaginar, pois não? Agora imaginem qual poderia ser o resultado disto:
  • Os sindicatos vinham para as televisões dizer que tinha havido uma ofensa injustificada e desmedida por parte do patronato aos trabalhadores. Vinham realçar a importância e a qualidade do líder sindicalista da empresa. Refeririam que a empresa era o que os trabalhadores faziam e que se era uma empresa de sucesso à qualidade dos seus trabalhadores se devia;
  • Greves seriam marcadas, a empresa pararia e deixaria de produzir;
  • No final, no mínimo, teríamos um pedido de desculpas por parte do gerente. Mas o mais normal, seria o despedimento do gerente e a manutenção do «Manuel» e do «tipo do sindicato»;
Isto seria numa empresa qualquer, imaginária. Mas não é o que se passa na "empresa" da Região Autónoma da Madeira. O gerente dessa "empresa", que se considera dono e senhor da mesma, enxovalha os deputados eleitos pelo povo da Madeira e nada lhe acontece (ver vídeo). Rompe regras seculares de protocolos de recepção do Presidente da República por parte de regiões autónomas ou colónias portuguesas e fá-lo com todo o orgulho e falso altruísmo, como se de um salvador da Madeira se tratasse.

Será que não existe nenhum sindicato dos membros da oposição de Assembleias Regionais e Municipais? O que anda este povo da Madeira a fazer? Afinal, são "o patrão" deste senhor que ofende quem o povo da Madeira elegeu, e consequentemente, ofende os madeirenses.

2 comentários:

Daniel Osório disse...

Bruno,

foi tudo ficcionado... é rábula dos Gato Fedorento e daquele tipo que imita vozes...

Convence-te disso, para bem da tua saúde...

Bruno Santos disse...

Isso parece uma ameaça à Adelino Ferreira Torres :)

Vou encarar como um conselho em prol da minha sanidade mental... eheheh

Abraço,
BS